A importância da leitura na infância

Estamos a cada dia mais mergulhados na era digital e, cada vez mais cedo, as nossas crianças estão estimuladas a tomar contato com os dispositivos eletrônicos e suas aplicações. Nesse universo digital, a maioria expressiva dos conteúdos alia som e imagem em movimento, criando estímulos sensoriais de rápida ativação e com alto potencial de engajamento. No entanto, esse tipo de estimulação precisa ser balanceado, de modo a não viciar as crianças e acabar aprisionando a atenção delas.

A partir dessa preocupação comprovada pelos especialistas tanto da educação quanto da neurociência, é muito importante cuidar para que os pequenos estejam também estimulados a ingressarem no universo da leitura desde cedo. Isso porque a palavra escrita estimula muito a imaginação e a criatividade – a leitura incentiva a mente a criar, imaginar e interpretar os cenários na narrativa, enquanto a imagem numa tela já entrega a experiência “pronta” para a criança.

Para que essa oportunidade criativa não se perca e se configure como um elemento sólido na formação mental das crianças, preparamos algumas orientações preciosas sobre a prática da leitura na infância. Acompanhe!

 

Um estímulo afetivo, construído em parceria

Nós sabemos que, entre as funções da escola, está o ensino da escrita, da leitura e da interpretação de texto. No entanto, é fundamental que a família se envolva no processo, de modo que a criança não associe o hábito de ler a uma atividade vinculada apenas ao universo escolar.

É muito bom que as crianças vejam os pais lendo alguma coisa. Um processo que comece lendo para as crianças e que, progressivamente, passe a ser de leitura com as crianças. Desse modo, o hábito de ler vai sendo processualmente internalizado como saudável, prazeroso, algo em que vale a pena investir tempo. Esses momentos de leitura em família certamente serão incorporados à memória afetiva das crianças, podendo até se tronar uma tradição familiar.

 

Para cada idade, um tipo de leitura

Ainda que nós saibamos que o desenvolvimento da habilidade de leitura varia para cada criança, tanto em velocidade quanto em intensidade, há um critério inicial que associa cada faixa etária a determinados tipos de conteúdo, de modo a oferecer uma estimulação progressiva à prática da leitura.

Entre os dez meses e os dois anos, normalmente se sugerem histórias rápidas e curtas, com desenhos ricos que associem imagens e palavras, aguçando a curiosidade dos pequenos. Num segundo momento, até a criança completar três anos, o ideal é oferecer conteúdos literários ainda curtos, ilustrados e que desenvolvam nas crianças as noções de rotina, processo e roteiro linear – isso ajuda a fixar a necessidade de criar a noção de que será necessário mantar regularmente algumas atividades fixas no dia a dia.

Depois, até os seis anos, é hora de fazer explodir a criatividade, associando leitura, fantasia e o estímulo à escrita e à arte. Nos enredos, o ideal é buscar histórias que fortalecem os vínculos, os relacionamentos e os valores emocionais.

 

Linguagem mais rica e articulada

Para enriquecer o vocabulário e ampliar o universo de construções de linguagem, os livros e são elementos essenciais. Eles oferecem às crianças o contato com novas palavras e expressões linguísticas, especialmente numa fase da vida em que o intelecto está com toda a sua potência disponível ao desenvolvimento. É um momento rico de descobrir como as palavras são formadas e o que elas significam, criando um clima de curiosidade e constante aprendizado.

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